sexta-feira, 16 de março de 2012

Qual é a função social da escola pública

Qual é a função social da escola pública?
O Brasil enfrenta profundas desigualdades sociais, econômicas e culturais, configurando-se na sociedade capitalista como país dependente.
 Em decorrência, vive um processo histórico de disputa de vários interesses sociais, por vezes inteiramente opostos. Nesse processo, homens e mulheres, organizando-se em várias instituições, fazem, a todo o momento, a história dessa sociedade. 
Passamos por várias fases do processo capitalista, incluindo períodos ditatoriais, em que aprendemos o valor de lutar pela reconquista e pela garantia da democracia. Construímos, assim, a democracia representativa, em que todos os dirigentes são eleitos por votos dos cidadãos (presidente da República, governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores). As conquistas históricas trazidas por essa democracia representativa serão ampliadas e novos avanços reais para a grande maioria da população serão conquistados quando a democracia for se tornando, cada vez mais, uma democracia participativa. Esta amplia e aprofunda a perspectiva do horizonte político emancipador da democracia. Isto é: uma democracia em que todos os cidadãos, como sujeitos históricos conscientes, lutam pelos seus direitos legais, tentam ampliar esses direitos, acompanham
e controlam socialmente a execução desses direitos, sem deixar de cumprir, em contrapartida, os deveres constitucionais de todo cidadão.
Esse cidadão não apenas sabe escolher bem os governantes, mas assume sua condição de sujeito, exercendo seu papel dirigente na definição do seu destino, dos destinos de sua educação e da sua sociedade. Nessa perspectiva, ser cidadão, como dizia Paulo Freire, é o ser político, capaz de questionar, criticar, reivindicar, participar, ser militante e engajado, contribuindo para a transformação de uma ordem social injusta e excludente.
Em nossa sociedade, a escola pública, em todos os níveis e modalidades da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), tem como função social formar o cidadão, isto é, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante solidário, crítico, ético e participativo.
Para isso, é indispensável socializar o saber sistematizado, historicamente acumulado, como patrimônio universal da humanidade, fazendo com que esse saber seja criticamente apropriado pelos estudantes, que já trazem consigo o saber popular, o saber da comunidade em que vivem e atuam. A interligação e a apropriação desses saberes pelos estudantes e pela comunidade local representam, certamente, um elemento decisivo para o processo de democratização da própria sociedade.
A escola pública poderá, dessa forma, não apenas contribuir significativamente para a democratização da
sociedade, como também ser um lugar privilegiado para o exercício da democracia participativa, para o exercício de uma cidadania consciente e comprometida com os interesses da maioria socialmente excluída ou dos grupos sociais privados dos bens culturais e materiais produzidos pelo trabalho dessa mesma maioria.
A contribuição significativa da escola para a democratização da sociedade e para o exercício da democracia participativa fundamenta e exige a gestão democrática na escola. Nesse sentido, a forma de escolha dos dirigentes, a organização dos Conselhos Escolares e de toda a comunidade escolar para participar e fazer valer os seus direitos e deveres, democraticamente discutidos e definidos, é um exercício de democracia participativa.
Assim, a escola pública contribuirá efetivamente para afirmar os interesses coletivos e construir um Brasil como um país de todos, com igualdade, humanidade e justiça social.
No Brasil, a criação e a atuação de órgãos de apoio, decisão e controle público da sociedade civil na administração pública tem um significado histórico relevante. Nesse sentido, chama-se a atenção para o fatode que a reivindicação de ampliação de espaços institucionais de participação e deliberação junto aos órgãos
governamentais fazia parte das lutas políticas pela democratização da sociedade.
Na educação, essa organização de espaços colegiados se realiza em diferentes instâncias de poder, que vão do Conselho Nacional aos Conselhos Estaduais e Municipais, e Escolares. Esses espaços e organizações são fundamentais para a definição de políticas educacionais que orientem a prática educativa e os processos de
participação, segundo diretrizes e princípios definidos nessas várias instâncias. A construção de uma escola pública democrática, plural e com qualidade social demanda a consolidação e o inter-relacionamento dos diferentes órgãos colegiados.
O Conselho Escolar tem papel decisivo na democratização da educação e da escola. Ele é um importante espaço no processo de democratização, na medida em que reúne diretores, professores, funcionários, estudantes, pais e outros representantes da comunidade para discutir, definir e acompanhar o desenvolvimento do projeto político pedagógico da escola, que deve ser visto, debatido e analisado dentro do contexto nacional e internacional
em que vivemos.
Fonte:

quinta-feira, 15 de março de 2012

Lição de vida





A estória dos sapinhos….
 
Lição de vida
No. 1


Era uma vez um grupo de sapinhos...

… que organizaram uma competição.
O objetivo era alcançar o topo de uma torre muito alta.

Uma multidão se juntou em volta da torre para ver a corrida e animar os competidores...

A corrida começou...


Sinceramente:
Ninguém naquela multidão toda realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.
Eles diziam coisas como:
"Oh, é dificil DEMAIS!!
Eles NUNCA vão chegar ao topo."
ou:
"Eles não tem nenhuma chance de sucederem. A torre é muito alta!"


Os sapinhos começaram a cair. Um por um...
... Só algums poucos continuaram a subir mais e mais alto...

A multidão continuava a gritar
"É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"


Outros sapinhos se cansaram e desistiram...
...Mas UM continuou a subir, e a subir...
Este não desistia!


No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre. Com exceção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como ele conseguiu?

Um dos sapinhos perguntou ao campeão como ele conseguiu forças para atingir o objetivo?


E o resultado foi…
Que o sapinho campeão era SURDO!!!!


A moral da estória é:

Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas...
…porque eles tiram de você seus sonhos e desejos mais maravilhosos. Aqueles que você tem no coração!


Sempre se lembre do poder das palavras.
Porque tudo o que você ouvir e ler irá afetar suas ações!

Portanto:




Seja SEMPRE…


 


POSITIVO!


E acima de tudo:



Seja SURDO quando as pessoas dizem que VOCÊ não pode realizar SEUS sonhos!
Sempre pense:
Eu POSSO fazer isso!

Passe esta mensagem para outros “sapinhos” de quem você gosta.
Dê a eles motivação!!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

TRABALHOS EM E.V.A

 FANTOCHES



                       DA


                                   HISTORIA


                  OS


                                TRÊS

                          

                                            PORQUINHOS


                PROJETO


                                 TIPOS

                                          
                                                   DE
 MORADIA                                         

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

 “Se torna muito importante reconhecer quais são os objetivos que se deseja alcançar com a
criança, pois eles orientarão as ações: se são os objetivos de cuidar e educar, a formação de
seus profissionais deve também assegurar essas facetas, aliando as questões pedagógicas com
as questões ligadas à higiene, alimentação e cuidados em geral (...) e ambas se relacionam ás
dimensões afetivas, ética e estética da prática educativa.” (apud VIEIRA, p.36)

Trabalhar a educação para o trânsito ainda na educação infantil, é muito gratificante, pois a criança nesta fase tem sede de aprender, sua curiosidade é mais aguçada nesta etapa.





A necessidade em planejar, e preparar o ambiente, espaço a ser trabalhado, para que o aprendizado aconteça de forma lúdica e prazerosa.



Brincando e aprendendo. Interagindo umas com as outras em atividades direcionadas as crianças vão adiquirindo conhecimento.


“(...) propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. (RCNEI,1998, p.23)


Edna Marcia S.Rodrigues


E.V.A

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PLANO DE AULA INTRODUÇÃO DA INICIAL DO NOME

PLANO DE AULA Escola: Creche Lar Menino Jesus Turma: Maternal Professora: Edna Marcia de Souza Rodrigues Turno: Matutino Período Semanal Data: 05 / 02 / 2012 à 10 / 02 / 2012 1. OBJETIVOS Conhecer as letras e as iniciais de seu nome através da brincadeira Conhecer as letras que compõem a escrita de seu nome. Reconhecer a escrita de seu nome e a escrita do nome dos colegas. Escrever sua inicial. CONTEÚDO Brincadeiras e atividades com nomes Bingo Dança da cadeira Corrida de balões 2. DESENVOLVIMENTO . Todo o material escolar individual é marcado com o seu nome. Dessa maneira, a criança passa a reconhecer a funcionalidade da escrita do seu nome, pois ele marca de forma diferenciada, a sua presença no seu pequeno mundo em expansão. O nome é o que identifica a criança no mundo e a diferencia do outro. Por isso é uma das referências mais significativas. 1-Lista dos nomes A lista dos nomes é fundamental para desenvolver um trabalho significativo Explore-a de diversas maneiras, pesquisando: nomes que começam com as mesmas letras, nomes que rimam quantidade de letras, etc. Digite a lista de nomes cola na parede da sala para orientar as crianças em alguns momentos de rotina como: o ajudante do dia é o primeiro da lista. O número quatro da lista vai escolher a história do dia... Letras móveis 2-Letras móvel Letras móveis que podem ser de madeira, EVA, papel, e etc. Se forem de papel, o ideal seria que as crianças ajudassem na confecção do próprio material, orientadas pelo professor. Deixar as letras expostas na sala para haver um contato maior das crianças com o material. Propor que, em diferentes momentos da aula, as crianças utilizem as letras para a tentativa da escrita de seus nomes. Cartelas de cartolina ou papel, tampinhas de garrafa ou pedrinhas para marcar as letras; folhas de desenho, fichinhas com as letras dos nomes; cola; papel colorido (para fazer bolinhas de papel). Cada criança receberá uma cartela com a escrita de seu nome. O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as crianças identifiquem as. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela caso haja no seu nome. Assim que a cartela for preenchida o aluno deverá gritar: Bingo! Após brincarem bastante com o bingo, a professora distribuirá para cada criança fichinhas com as letras do nome (uma fichinha para cada letra) fora da ordem e pedirá para que contem quantas letras há na escrita de seu nome e que colem a quantidade representativa em bolinhas de papel, na folha. 3 - Dança da cadeira Fichas com os nomes escritos (uma para cada nome); e cadeiras. O professor propõe que as crianças façam círculos com as cadeiras e depois distribui os nomes para que colem nelas. Inicia-se a dança das cadeiras e ao término da música cada um deverá sentar na cadeira onde consta a ficha com o seu nome. 4 - Corrida de balões O professor deverá formar as crianças em duas filas e distribuir uma ficha com um número para cada uma delas. Dado o sinal, uma de cada vez corre em direção aos balões e estoura aquele que o seu número. Dentro estará uma ficha com o seu nome escrito dentro. A criança deverá ler alto o seu nome e reproduzi-lo no chão utilizando o giz. 2.1 Momento calmaria (Desenvolve atenção a respiração e às batidas do coração). Deixe as crianças bem à vontade, descalças e sentadas no chão. Mostre como espreguiçar, esticando todo o corpo, e como bocejar. diga para fazerem o mesmo. Depois, todos se deitam e rolam de um lado para o outro. Pode colocar uma música tranquila durante a atividade. Hora da história O NOME DA AMANDA COMEÇA COM A LETRA A MAS QUE PENA. É BONECA E NÃO PODE FALAR! JÁ O NOME DO BERNARDO COMEÇA COM A LETRA B. BERNARDO DE BOLA E DE BALÃO. ESCREVER É UMA DIVERSÃO O NOME DE CAROLINA E MAIS FACIL DE SABER. CAROLINA ,CRAVO E CANELA COMEÇAM COM A LETRA C Atividades Construindo o varal de fotos e nomes Material: • Papel colorido tamanho A4 (color set ou sulfite) • Barbante e pregador de roupa • Cola e tesoura • Revistas para recorte • Fichas com as letras do alfabeto Como fazer: • Estenda um varal usando o barbante • Cole as fichas com as letras do alfabeto, uma a uma, em cada folha de papel colorido • Cole as fotos ou gravuras que você e seus colegas trouxeram de casa no papel colorido, de acordo com a inicial de cada nome • Para completar o alfabeto, use nomes de familiares da turma, cole as fotos dos familiares da turma ou gravuras de revistas de pessoas que se pareçam com elas na ficha da inicial do nome de cada um • Pendure o alfabeto no varal usando os pregadores EX: E A 3. AVALIAÇÃO Descreva o que foi observado durante a aula e como será feita a avaliação 4. ANEXOS Colar a atividade

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE EDUCAÇÃO NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DA INFÂNCIA E SUA EDUCAÇÃO EM DIFERENTES CONTEXTOS – NEPIEC CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL EDNA MARCIA DE SOUZA RODRIGUES A BUSCA DE UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA MORRINHOS 2011 EDNA MARCIA DE SOUZA RODRIGUES A BUSCA DE UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA Texto apresentado ao curso de Especialização em Educação Infantil da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, Núcleo de Estudos e Pesquisas da Infância e sua Educação em Diferentes Contextos – NEPIEC, disciplina Currículo e Cultura na Educação Infantil II, sob orientação da professora Altina Abadia da Silva. MORRINHOS 2011 Delinear uma proposta pedagógica para a educação infantil significa por creches e pré-escolas diante de atraentes tarefas e sérios desafios, por que. É importante registrar inicialmente qual é o processo de municipalização da educação infantil do município de Goiatuba mesmo que bem abreviado. O atendimento a educação infantil, em especial nas creches, na rede municipal de ensino em Goiatuba foi por um determinado tempo, como na maioria dos municípios do Brasil, marcado pela idéia de assistência e de amparo as crianças de famílias de baixa renda. As unidades de atendimento as crianças de zero a seis anos eram administradas pela Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Secretaria da Saúde. Os profissionais não possuíam a formação especifica, e, na maioria das vezes, eram recreadoras ou pessoal com desvio de função, como servidores gerais que atuavam nessa etapa da educação básica. (...) a falta de quadros é um dos tipos de problemas. Como gerir educação sem equipe, sem conhecimento sistematizado? Por outro lado, se não existe proposta pedagógica escrita, como conhecer a proposta que existe nas praticas? Como agarrar o currículo que esta em curso? Às vezes a proposta esta escrita, mas não esta em vigor; em outras situações, o texto foi elaborado por uma equipe sem ou a despeito da participação dos profissionais. (KRAMER, p.69) A lei nº 5.692/71 – Lei de Diretrizes e Bases do Ensino, já trazia em seu bojo uma abertura significativa para as iniciativas efetivas no campo da municipalização do ensino. Somente a partir da Constituição de 1988, é que o movimento pela municipalização do Ensino, ganha força. Na emenda de 9394/96 essa lei entra em vigor. No ano de 2002 foi criado o conselho municipal de educação infantil no município de Goiatuba que passa a ser o órgão responsável para autorizar o funcionamento das salas de educação infantil das escolas publicas ou privadas deste município. (essas informações são relatos dos profissionais do pedagógico) A Resolução n° 1, de 7 de abril de 1999 (BRASIL, MEC/CNE/CEB, 1999), instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, estabelecendo normas a serem seguidas em todo o território nacional. Definiu os princípios éticos, políticos e estéticos das propostas pedagógicas, a especificidade da relação entre cuidar e educar na organização da instituição, a formação dos profissionais que trabalham na educação infantil e as condições estruturais e físicas das instituições, as quais devem possibilitar o bom desenvolvimento da criança. A partir de 2005, por pressão da comunidade, iniciou-se uma política publica para a ampliação da oferta da educação infantil no município de Goiatuba. O qual buscou atender o que estabelece a legislação por meio de reformas nas estruturas físicas. A prefeitura reformou e ampliou as creches existentes e construiu mais uma creche para o atendimento das crianças de zero a cinco anos. Em relação à dimensão pedagógica, o avanço tem sido satisfatório, pois contabiliza 16 profissionais com formação específica, graduação em Pedagogia que atuam nos estabelecimentos (apenas uma das creches conta com apenas três). O que é uma proposta pedagógica? Utilizando-nos das palavras de Sonia Kramer que afirma ser “um convite, um desafio, uma aposta. Uma aposta, porque, sendo ou não parte de uma política pública, contém sempre um projeto político de sociedade e um conceito de cidadania, de educação e cultura. A proposta pedagógica é um caminho, não é um lugar. E é um caminho a ser construído, que tem uma história que precisa ser contada. Traz consigo seus valores, as dificuldades que enfrenta os problemas que precisam ser superados, seus desejos, as suas vontades. a esse respeito, Libâneo afirma: Uma importante característica do planejamento é o seu caráter processual. O ato de planejar não se reduz ao momento de da elaboração dos planos de trabalho, é uma atividade permanente de reflexão e ação. O planejamento é um processo continuo de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas, de busca de alternativas para a solução de problemas e de tomada de decisões, possibilitando a revisão dos planos e projetos, a correção no rumo das ações. O caráter de processo indica, também, que um plano prévio é um roteiro para a prática, ele antecipa mentalmente a pratica, prevê os passos a seguir, mas não pode determinar rigidamente os resultados, pois estes vão se delineando no desenvolvimento do trabalho, implicando permanente ação, reflexão e deliberação dos educadores sobre a prática em curso. (LIBÂNEO, p.150) A proposta pedagógica é um processo e precisa sempre estar sendo revisto e reescrito. Delinear uma proposta pedagógica para a educação infantil requer muita cautela e dedicação visando sempre o gosto da criança, trabalhando com o imaginário, o lúdico desenvolvendo a criatividade. Cuidar da criança é uma ação complexa que envolve diferentes fazeres, gestos, precauções, atenção, olhares. O desenvolvimento da autonomia não se faz sem ações intencionais. A mediação do adulto durante a brincadeira é essencial para a autonomia e auto-organização da criança. Um ambiente bem organizado tem brinquedos em estantes baixas, em áreas separadas, com mobiliário adequado, em caixas etiquetadas para a criança saber onde guardar. Esse hábito se adquire durante a brincadeira, em local tranqüilo, com opções interessantes e o apoio constante e efetivo da professora. Em um ambiente onde predomina o choro, o medo e os adultos não atendem as necessidades e interesses das crianças, não há bem estar, condição essencial para a qualidade da educação. (KISHIMOTO, p.9) Kishimoto Refere-se a planejar situações que ofereçam à criança acolhimento, atenção, estímulo, desafio, de modo que ela satisfaça suas necessidades de diversos tipos e aprenda a fazê-lo de forma cada vez mais autônoma. Cuidar é e sempre será uma atividade confluente da ação educativa. Educar a criança é criar condições para ela apropriar-se de formas de agir e de significações presentes em seu meio social, formas estas que a levam a constituir-se como um sujeito histórico. Em razão disso vale à pena retornar a colaboração de Zilma de Oliveira: O trabalho pedagógico organizado em creche ou pré-escola, em que cuidar e educar são aspectos integrados, se faz pela criação de um ambiente em que a criança se sinta segura, satisfeita em suas necessidades, acolhida em sua maneira de ser, onde ela possa trabalhar de forma adequada suas emoções e lidar com seus medos, sua raiva, seus ciúmes, sua apatia ou hiperatividade, e possa construir hipóteses sobre o mundo e elaborar sua identidade. (OLIVEIRA, p.9) Ao fazê-lo, a criança desenvolve sua afetividade, motricidade, imaginação, raciocínio e linguagem, formando um conceito positivo em relação a si mesmo. É fundamental que a instituição norteie corretamente sua ação educativa, pois é no projeto pedagógico que são esboçados os objetivos gerais e específicos educacionais da instituição, assim como as metas a atingir, formas de acompanhamento e avaliação das crianças. Na proposta pedagógica e currículo em educação infantil temos as principais idéias expressas pelas especialistas e pioneiras na educação infantil. Para Kishimoto, currículo é o caminho, direção que orienta o percurso para atingir certas finalidades, a instituição deve garantir o respeito, às dificuldades socioculturais, epistemológica e políticas, relações com a sociedade, devendo incluir tudo que se pretende oferecer para a criança aprender, explicitando concepções de educação, avaliação, o que ensinar e como é a criança. Delinear tal proposta ate não é difícil, o difícil e fazer cumprir, pois nem sempre terá pessoas preparadas para colocá-las em prática. Percebe se uma resistência por parte dos monitores concursados para recreadores em acatar uma proposta que vem pronta do pedagógico, por se sentirem assegurados pelo concurso prestado e acham que nada poderá acontecer referente a esses concursados. Sem querer apresentar certa utopia. Deixando claro, que a Educação Infantil ainda hoje se apresenta como um desafio, devido a graves problemas sociais, econômicos, políticos, culturais e históricos. Com uma educação pública de modo geral de baixa qualidade, com um quadro de educadores mal remunerados, mães e pais geralmente oprimidos e pouco participativos na dinâmica das instituições, reconhecendo neste ambiente de ensino um favor da sociedade e não um dever e um direito do cidadão. Bibliografia KRAMER, Sonia. Propostas pedagógicas ou curriculares de educação infantil: para retomar o debate. In: Proposições. Revista quadrimestral da Faculdade de Educação: Unicamp, vol. 13 n.2 (38), p.65-82, maio/ago. 2002. KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil In: Anais do I Seminário Nacional Currículo em movimento: perspectivas atuais. Belo Horizonte, novembro de 2010. [p. 1-20]. LIBÂNEO, José Carlos. O planejamento escolar e o projeto político pedagógico curricular. In: LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola – teoria e pratica. Goiânia: MF Livros, 2008. [p.147-202] OLIVEIRA, Zilma de Morais Ramos. O currículo na Educação Infantil: o que propõe as novas diretrizes nacionais? In: Anais do I Seminário Nacional Currículo em movimento: perspectivas atuais. Belo Horizonte, novembro de 2010. [p. 1-14].